qua, 23 set 2026
Saúde

Mpox: conheça os sintomas e como é transmitida a doença

 

O que é MPOX?

A mpox – também conhecida como varíola dos macacos – é uma doença causada pelo vírus Monkeypox. Os sinais mais comuns são erupções na pele e febre.

O vírus foi descoberto em 1958, na Dinamarca, enquanto colônias de macacos eram mantidas para uma pesquisa. Pouco tempo depois, em 1970, foi registrado o primeiro caso humano, na atual República Democrática do Congo. Apesar de ser chamada de varíola dos macacos, ainda não se sabe a sua origem.

 Em 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) renomeou a doença para mpox para seguir as diretrizes modernas. Essas orientações recomendam que os nomes das doenças não ofendam grupos culturais, sociais, regionais, profissionais ou étnicos e diminuam os efeitos negativos para o comércio, turismo e bem-estar dos animais.

 Tipos de vírus da mpox

Existem dois tipos de vírus Monkeypox. Conheça suas principais diferenças a seguir:

 Cepa 1: Endêmica da África Central, é a forma mais grave da doença. Alguns surtos dessa cepa mataram 10% das pessoas infectadas. A situação mudou nos surtos mais recentes, que apresentaram taxas de mortalidade menores. 

Cepa 2: Endêmica da África Ocidental, é a cepa menos grave e responsável pelo surto global iniciado em 2022. Indicadores mostram que 99,9% das pessoas sobrevivem à doença.

Mesmo tendo gravidades diferentes, a forma de transmissão é a mesma em ambos os tipos de vírus. Dessa forma, pode acontecer pelo contato direto com pessoas e animais infectados ou pelo contato com materiais contaminados.

 Quais os sintomas da mpox?

Os sinais e sintomas da mpox começam em uma semana depois da exposição ao vírus. Mas há casos em que eles se manifestam em até 21 dias.

 Os sintomas mais comuns da doença incluem:

  •  Irritação ou erupções na pele;
  • Febre;
  • Inchaço de gânglios linfáticos;
  • Dor de cabeça;
  • Dor de garganta;
  • Dores musculares e nas costas;
  • Falta de energia.

Normalmente, os sinais podem durar entre duas e quatro semanas. No entanto, pessoas com o sistema imunológico comprometido ou enfraquecido podem demorar mais para se recuperar.

Na maioria dos casos, as erupções na pele são o primeiro sinal de mpox. Elas podem surgir nas palmas das mãos, solas dos pés, rosto –boca e garganta –virilha e em genitais, além do ânus. Essas lesões podem causar dor e coceira até a sua cicatrização e desaparecimento.

Como é feito o diagnóstico de mpox?

A mpox não pode ser detectada clinicamente, uma vez que seus sintomas se confundem aos de outras doenças, como sarampo, varicela, herpes e até infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Sendo assim, a melhor alternativa é fazer testes laboratoriais para confirmar o diagnóstico.

 O exame de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) é o mais indicado para detectar o DNA do vírus. Geralmente, as amostras para o teste são coletadas das erupções na pele. Caso não existam essas erupções cutâneas, o material será recolhido da área que estiver lesionada.

 O teste molecular ou sequenciamento genético é recomendado para todos que suspeitam da doença. Por outro lado, os exames de sangue não são aconselháveis, já que podem falhar na detecção do vírus.

 Como é transmitida a mpox?

A doença pode ser transmitida de três maneiras: pelo contato direto com pessoas infectadas, com animais infectados e materiais contaminados. Saiba como a infecção pode acontecer em cada um dos casos.

 Na transmissão entre humanos pode ocorrer: pelo contato cara a cara, por meio da fala ou da respiração; pele a pele, pelo toque ou por relações sexuais; boca a boca, pelo beijo; boca a pele, por beijo ou sexo oral; além de gotículas respiratórias ou secreções.

 A doença é transmitidas por animais infectados, em geral roedores, quando mordem ou arranham os humanos. A transmissão ainda pode ser pela caça, ao cozinhar e ao comer esses roedores com o vírus. Vale ressaltar que estudos ainda investigam essa contaminação.

Por fim, a transmissão também pode ser feita pelo contato com objetos contaminados, como utensílios de cozinha (pratos e talheres), roupas, lençóis e toalhas. Ela ainda pode acontecer por ferimentos causados por objetos cortantes, usados em ambientes de saúde e estúdios de tatuagem, por exemplo.

A OMS declarou a mpox como emergência de saúde pública de importância internacional após o crescimento da doença na República Democrática do Congo e em outros países da África. O alerta foi emitido porque acredita-se que o vírus possa se espalhar pelos países africanos e fora do continente.

A preocupação atual é a rápida propagação da nova variante do vírus, a Cepa 1b. O último relatório do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC) mostrou que a República Democrática do Congo registrou 15.600 casos e 537 mortes em 2024.

 

Mas, afinal, o que mudou com a nova variante do vírus. Autoridades de saúde notaram que, além da fácil transmissão, ela tem afetado principalmente crianças. Outro ponto considerado é o modo que é transmitida, não se limitando ao contato próximo e prolongado.

Imagem de capa da notíciaAngola regista 19 novos casos de Mpox e quatro altas médicas

 

 

De acordo com dados do Ministerio da Saúde (MINSA), até as 19 horas desta quarta-feira 23, o país contabilizava 107 casos activos de Mpox.
 
O MINSA mantém reforçadas as acções de vigilância epidemiológica, prevenção, diagnóstico e acompanhamento dos casos, em articulação com as estruturas provinciais de saúde, apelando à população para adoptar as medidas de prevenção e procurar atempadamente os serviços de saúde perante sinais e sintomas compatíveis com a doença.