qua, 05 ago 2026
Sociedade

"Não haverá paz para os vivos se não houver paz para os mortos"

Sua Santidade , em entrevista concedida ao Jornal de Angola publicada nesta segunda-feira 3 de Agosto, defende a realização de um ritual espiritual em todo País para que se aquietar os espíritos daqueles que perderam a vida vitimas dos conflitos e atrocidades que aconteceram no País.

Na entrevista voltada aos benefícios da CIVICOP, o Líder Espiritual buscou como exemplo Nações em que muitas atrocidades aconteceram e por não terem realizado nenhum ritual o que se vê é pessoas saírem de tempo em tempo a matarem sem motivo, " por isso países que passaram em período de guerra, que não fizeram nenhum ritual, enfrentam, hoje, problemas, pessoas ficaram parecendo malucas pegam armas e saem à rua matando sem motivo, isso acontece porque os espíritos das vítimas estão inquietos".

Sua Santidade, reconhece que o slogan da da Comissão para a implementação do plano de reconciliação e memória das vítimas dos conflitos políticos, "Abraçar e perdoar" é importante mas, não terá consistência que é de facto dos resultados esperados se não for feito um trabalho espiritual de aquietar-se os espíritos.

O Lider Espiritual não avançou nada entrevista os métodos e formas para ser realizado esse trabalho, entretanto exorta que "se o mundo físico compreender como é a realidade do mundo espiritual, o País cresce e a paz entra verdadeiramente, mas, quando se ignora o mundo espiritual, então, aqui haverá desentendimento".

De acordo com Sua Santidade, " Podemos fazer tanta cois, mas para nada vai valer. Não há paz para os vivos se não houver paz para os mortos". Apocalipse:6:9-11.

O Líder Espiritual enaltece por outro lado, a coragem do Presidente da República ao ter aberto este processo no País quando quando para muitos era difícil pensar neste assunto, " alegrou-me bastante sobre tudo por causa do dia em que o Chefe de Estado pediu perdão publicamente por tudo o que aconteceu durante as guerras fratricidas que vivemos, foi um momento muito importante da nossa história... Quando um Presidente pede perdão ao povo isso é extraordinário". Declarou.

O Líder Espiritual reafirmou o desejo da Igreja de ver o processo se entrega das ossadas de fieis mortos durante os conflitos vários para que se dê um enterro condino conforme mandam os estatutos da Igreja. 

Fonte:Jornal de Angola